Lucas Nascimento

Revolução nos computadores

Maio de 2026

Que a evolução da inteligência artificial está revolucionando a tecnologia não é surpresa. Desde a publicação do artigo “Attention Is All You Need”, a nossa maneira de interagir com computadores não é mais a mesma.

Antes uma habilidade exclusivamente humana, hoje os computadores tem capacidade de criar.

Além de criar, também possuem a capacidade de entender. Não entender na mesma forma que um cérebro humano (com todas as suas nuances) entende, mas processar dados e conectar ideias de uma forma extremamente convincente.

E o boom das IAs tem causado diversas repercussões negativas. De questões éticas, legais e transparência no processo de treinamento ao medo da substituição e impactos no mercado de trabalho.

Mas sem deixar de lado essas considerações, tenho uma visão mais otimista.

Principalmente no que diz respeito a democratização da tecnologia. Um dos grandes feitos da inteligência artificial generativa é a capacidade de processar e gerar informações usando linguagem natural de forma jamais antes vista.

Antes, se eu quisesse dar alguma ordem para o computador, eu precisaria perfurar cartões, saber uma combinação específica de cliques, ou aprender alguma linguagem obscura para transmitir minhas ideias de uma forma que o computador entenda.

Eu, como dono da máquina, precisava me condicionar de uma maneira que eu falasse a linguagem da máquina. E isso mudou.

Agora já é possível dar ordens ao computador e tirar todo o proveito da máquina com a linguagem do dia-a-dia usada na comunicação humana.

Essa mudança de paradigma transforma totalmente como vamos interagir com computadores de agora em diante. E, ainda mais empolgante, diminui a barreira de entrada para conseguir fazer coisas úteis na “máquina universal”.

Deixa de ser necessário ter conhecimentos específicos sobre programação de computadores e sistemas operacionais. Podemos mudar o paradigma e criar uma nova camada de abstração onde só passa a ser necessário aprender direcionar e comandar a inteligência artificial.

Não sei o que o futuro nos entregará. Apenas o tempo pode dizer. Mas essa capacidade de democratização da tecnologia é imensamente empolgante e mal posso esperar para ver todas as novidades que vão surgir a partir disso.

Não podemos descartar os problemas existentes. A tecnologia “alucina”, possui viéses, e possui diversas questões éticas. Ainda é incipiente.

Mas eu comecei a usar computadores na época da internet discada. Precisava usar o discador da ig para conectar, trafegava 56kpbs e a conexão caía quando minha mãe atendia o telefone. Hoje a média no Brasil é 6.000x mais rápida.

Se ainda estamos na era das “IAs generativas discadas”, o que seremos capazes de fazer com as “IAs banda larga”?